| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Accipitriformes |
| Família: | Accipitridae |
| Vigors, 1824 | |
| Subfamília: | Accipitrininae |
| Vigors, 1824 | |
| Espécie: | B. aequinoctialis |
O gavião-caranguejeiro é uma ave accipitriforme da família Accipitridae.
Também é conhecido como gavião-do-mangue, psipsi (Paraíba), pixi-pixi, gavião-piri-piri (Rio Grande do Norte) e gacici.
É considerado como quase ameaçado (NT) na lista brasileira de especies ameaçadas de extinção do ICMBio (2014). Pelo fato de ser restrito a região litoranea, as causas de seu declinio devem ser remetidas ás ameaças atribuídas a esse ambiente como um todo e as demais especies que ali ocorrem. Ressalta-se que essa especie mostra uma nitida restrição alimentar a certos crustáceos, os quais tem sofrido reduções consideráveis dos estoques populacionais em decorrência da redução das áreas de manguezais, da poluição e da captura predatória para a comercialização (Mikich e Bérnils, 2004). A proteção dos manguezais e das desembocaduras de rios da região litorânea são medidas emergenciais para proteção dessa ave e das outras que dependem do mesmo habitat (Mikich e Bérnils, 2004).
Seu nome científico significa: do (grego) buteo = abutre, urubu; e gallus = galo doméstico; e do (latim) aequinoctium, aequinoctialis = equinócio, equinocial. ⇒ Abutre galo do equinócio ou “gavião” galo do equinócio.
Mede entre 42 e 46 centímetros de comprimento e pesa entre 595 a 796 gramas (Bierregaard, 1994).
Parece uma pequena cópia escura do gavião-caboclo com a cabeça cinza. Apresenta o cere, as pernas e pés de coloração amarelo alaranjado. Os olhos são marrons. A cabeça e a garganta são cinzentas, o dorso e as asas são marrom escuro com as bordas castanhas, com as penas internas (primárias e secundárias) bastante acastanhadas e finamente barradas de preto. A cauda é curta, escura e barrada com uma única barra na porção mediana de coloração esbranquiçada e apresenta uma estreita faixa branca amarelada na sua extremidade (Steven, 2003).
O imaturo da espécie possui a coloração da plumagem principalmente marrom. Na cabeça encontra-se uma estreita e esbranquiçada sobrancelha e uma faixa transocular escura. A face apresenta tons marrons acastanhados misturados com uma coloração bege. Quando em voo e visto de cima, as asas apresentam grande mancha marrom acastanhada pálida na base das penas primárias. A garganta, o peito e ventre são bege com estrias e manchas escuras (manchas esparsas em fases mais jovens). A cauda é marrom esbranquiçada, sendo as penas centrais estreitas com inúmeras barras escuras. O cere e os lores são escuros. As pernas e pés apresentam coloração amarelo pálido.
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(Clements checklist, 2014).
Alimenta-se principalmente de caranguejos que captura após mergulho a partir de um poleiro.
Constrói o ninho com gravetos e folhas em árvores às margens de rios. Durante a fase pré-nupcial, ou seja, antes do acasalamento, o casal faz acrobacias aéreas, com perseguições, voos circulares e mergulhos. Neste período também emite assovios altos e melodiosos e cantos que mais parecem risadas, tudo para atrair a atenção do sexo oposto. No ninho, construído com gravetos e folhas, a fêmea coloca um único ovo.
Vive na região costeira, manguezais, pântanos, bordas de rios, sempre proximo ao litoral. Usualmente visto em pares. Pode ser observado sobrevoando manguezais.
Ocorre na costa atlântica da América do Sul, da foz do Orinoco à costa do Paraná.
Consulta bibliográfica sobre subespécies: